FARO 1540

Associação de Defesa e Promoção do Património Ambiental e Cultural de Faro

UM “LIKE” POR UMA ÁRVORE

UM LIKE POR UMA ÁRVORE

A “FARO 1540″ está a lançar uma campanha ecológica. Por cada “like” nas páginas no Facebook da “Faro 1540” e “Farcume” vamos plantar uma árvore autóctone em terrenos de aptidão florestal. A plantação vai decorrer no âmbito da Semana de Reflorestação Nacional. Colabora clicando ...

FARCUME NO CROWDFUNDING PORTUGAL

FARCUME NO CROWDFUNDING PORTUGAL

A "FARO 1540" já se encontra a preparar a 4ª edição do FARCUME: Festival de Curtas-Metragens de Faro, estando a empenhar-se activamente para que esta seja a maior e melhor edição de sempre. Para já, e a cerca de 4 meses do encerramento ...

NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO

NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO

A “FARO 1540” fiel aos seus princípios e à defesa da língua e cultura portuguesa sempre utilizou a norma ortográfica antiga nas suas comunicações escritas. Chegado ao ano 2013, a “FARO 1540” deliberou em reunião de Direcção manter esta orientação em virtude ...

ASSOCIADOS

ASSOCIADOS

Para ser um dos associados da "FARO 1540", caso seja proposto por um sócio efectivo, apenas terá que preencher a proposta de associado e anexar uma fotografia. Caso se auto-proponha como associado efectivo, deverá enviar para a "FARO 1540" um pequeno CV ...

3º FARCUME – Festival de Curtas-Metragens de Faro

3º FARCUME - Festival de Curtas-Metragens de Faro

A FARO 1540 – Associação de Defesa e Promoção do Património Ambiental e Cultural de Faro, após o sucesso alcançado nas duas  edições anteriores do FARCUME – Festival de Curtas-Metragens de Faro, decidiu organizar a 3ª edição deste Festival de Curtas que ...

FARCUME CHEGA AO BRASIL

FARCUME CHEGA AO BRASIL

O FARCUME: Festival de Curtas-Metragens de Faro, realizado anualmente pela associação “FARO 1540”, vai ter uma extensão no Brasil e será realizada na cidade de Boa Vista no estado de Paraíba. Este projecto surgiu de um conjunto de reuniões que tiveram início em ...

BOOKCROSSING, agora em Faro…

BOOKCROSSING, agora em Faro...

O conceito de BOOKCROSSING está já bem implantado em todas as sociedades modernas. Portugal aderiu mais recentemente a este movimento, mas actualmente encontra-se já em igualdade com os principais países da Europa, representando neste momento uma das maiores correntes a nível Europeu. O BOOKCROSSING ...

MOÇÃO APROVADA EM ASSEMBLEIA-GERAL POR UNANIMIDADE E ACLAMAÇÃO

A "FARO 1540" torna pública na sua página electrónica, a moção que foi aprovada por unanimidade e aclamação na sua última Assembleia-Geral, realizada no passado dia 17 de Dezembro, onde é pedida a devolução a Faro da biblioteca do Bispo do Algarve ...

Convívio “1540″ – Aberto a Associados

Convívio 1540 - Aberto a Associados

A Faro1540 dispõe a partir de hoje um espaço de lazer dirigido a todos os associados. Este espaço funcionará durante todas as actividades regulares semanais promovidas pela Faro1540, com especial destaque ás terças e sextas-feiras, com eventos temáticos. Público em geral também está convidado ...

ENTREVISTA DO NOSSO PRESIDENTE NO JORNAL DE FARO

ENTREVISTA DO NOSSO PRESIDENTE NO JORNAL DE FARO

A entrevista integral com o presidente da "FARO 1540", Bruno Lage no Jornal de Faro, em: http://www.jornaldefaro.com/?p=889 Proposta de roteiro “Conhecer o concelho de Faro” por parte do entrevistado em:  http://www.jornaldefaro.com/?p=898

SEMANA DA REFLORESTAÇÃO NACIONAL

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A Semana da Reflorestação Nacional, vai decorrer entre 23 e 28 de Novembro e é promovida pelo Movimento Plantar Portugal.

O Movimento Plantar Portugal (MPP) é um movimento de cidadãos sem fins lucrativos que tem como objectivo contribuir para a conservação da natureza, biodiversidade e uso racional dos recursos naturais, para o benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Um movimento que procura dar resposta ao grande desafio de lançar sementes para um futuro mais sustentável para todos.

Espera-se com o contributo deste projecto, através do forte apelo ao espírito de voluntariado e cidadania activa, para além de plantar árvores, plantar consciências e motivar à protecção da natureza. O significado deste projecto de longo prazo não passa apenas pelo gesto da plantação de árvores, favoráveis à manutenção do equilíbrio natural, mas também a motivação à alteração de comportamentos e atitudes que tendem a agravar a tendência repressiva aos bens essenciais à vida humana e do planeta.

A Coordenação deste movimento faz o apelo para que todos os cidadãos interessados se juntem a esta causa e procedam à sua inscrição nas equipas concelhias na página electrónica www.plantarportugal.org

Vamos todos Plantar Portugal!

SEMINÁRIO DE REABILITAÇÃO URBANA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL FOI UM SUCESSO!

A FARO 1540 – Associação de Defesa e Promoção do Património Ambiental e Cultural de Faro, organizou no passado dia 8 de Outubro, um Seminário sobre Reabilitação Urbana e Desenvolvimento Sustentável. Este evento ficou totalmente livre de emissões de gases de efeito de estufa (Evento Carbon Free), uma vez que as emissões de CO2 geradas pelas deslocações dos participantes, energia e tratamento dos resíduos gerados foram compensadas com a plantação de árvores em terrenos de recuperação florestal autóctone.

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Perante uma plateia com cerca de cem participantes, que preencheram quase por completo o auditório do IPJ, gentilmente cedido por esta entidade, assistiu-se a um conjunto de excelentes oradores que apresentaram temas de bastante interesse e de grande pertinência para a realidade urbana das nossas cidades.

Após a sessão de abertura a cargo do Presidente da Direcção da “FARO 1540” e do Presidente da Câmara Municipal de Faro, foi o conhecido artista plástico farense, Fernando da Silva Grade, o primeiro orador, abordando o tema da “Importância de uma Identidade Cultural e Arquitectónica”. Para este orador, a reabilitação urbana, num contexto mais alargado de desenvolvimento sustentável, é um imperativo do tempo actual. Contudo, essa reabilitação tem que respeitar a História e as raízes culturais, caso contrário caímos mais uma vez numa modernização bacoca, que leva à falsificação, ao artificialismo e ao pastiche. Fernando da Silva Grade concluiu que a preservação da autenticidade é condição “sine qua non” para a preservação da verdadeira identidade.

Seguiu-se o Arquitecto Paisagista Fernando Pessoa, fundador do curso de Arquitectura Paisagista na Universidade do Algarve e 1º Presidente do Serviço Nacional de Parques, Reservas e Património Paisagístico, que abordou o tema “Qualidade de Vida e Expansão Urbana das cidades”. Fernando Pessoa referiu que os espaços verdes urbanos só fazem sentido se constituírem uma Estrutura Verde Urbana, que por sua vez faz parte da Estrutura Ecológica Municipal; constituindo uma rede organicamente implantada no território. Enquanto não se perceber isto, não teremos cidades com qualidade de vida digna.

Já António Mortal, professor na Universidade do Algarve, o terceiro e último orador do período da manhã, abordou o tema da Ecoeficiência de Cidades e Certificação Energética. Este orador aprofundou durante a sua apresentação  a questão do consumo da Energia e a questão do Regulamento das Características do Comportamento Térmico dos Edifícios (RCCTE). A sua apresentação está disponível aqui.

Após a pausa para almoço, iniciou-se o painel do período da tarde também com três oradores. O primeiro foi o actual director do curso de arquitectura Paisagista da Universidade do Algarve, Prof. Doutor Desidério Batista que apresentou uma comunicação relacionada com um dos seus trabalhos de investigação, subordinada ao tema “O papel do espaço público no processo de desenvolvimento urbano sustentável”.

Seguiu-se o Arquitecto Paisagista Jorge Coelho, presidente da Secção do Algarve da Associação Portuguesa de Arquitectos Paisagistas, que abordou o tema do “Planeamento Urbano Sustentável”, que referiu que o caminho para um planeamento sustentável passa pela qualificação urbana, pelo combate às alterações climáticas, no placement with communities e na dinamização urbana e que os principais problemas das urbes actuais assentam essencialmente na migração urbana, na topofagia e na periferização de equipamentos e serviços. A sua comunicação está disponível aqui.

Por fim, o último orador, o Engenheiro Técnico Civil Hélder Azevedo, fez uma apresentação essencialmente técnica e pratica sobre “Construção Sustentável e Reabilitação de Edifícios”. Na sua intervenção, Hélder de Azevedo apresentou casos práticos de vários métodos de reabilitação e de recuperação de edifícios e quais os melhores materiais de construção (e.g. telhas, janelas, revestimentos, pavimentos) para serem implementados tendo em conta as características culturais e climáticas da nossa região.

Seguiu-se uma animada mesa redonda onde foram colocadas diversas questões e onde alguns dos participantes tiveram a oportunidade de apresentar os seus pontos de vista e as suas experiências sobre diferentes matérias que contribuiu para enriquecerem as conclusões deste seminário.

A organização dado o sucesso deste evento pretende efectuar em 2011 a 2ª edição deste seminário e agradece aos seus apoiantes nomeadamente: o Instituto Português da Juventude, a Vodafone, a Lusoambiente, a revista Jardins e o Jornal Arquitecturas, que contribuíram com o seu apoio para o sucesso e afirmação deste encontro.

FARO 1540 EM PARCERIA COM A GEONAUTA FAZ EXPEDIÇÃO ESPELEOLÓGICA

No passado dia 19 de Setembro ocorreu a primeira expedição espeleológica resultante da parceria entre a Associação FARO 1540 e a Associação Geonauta, assinada no 1.º Jantar Conferência da Faro 1540 subordinado ao tema “Geologia e Espeleologia no Algarve”, que decorreu a 7 de Novembro de 2009. A expedição teve lugar no Algar do Romão situado no concelho de S. Brás de Alportel e contou com uma equipa de 6 elementos das duas associações.

DSC08893O Algar do Romão apesar de ter a denominação de algar é também constituído por outras cavidades subterrâneas, nomeadamente galerias, salas, corredores e goteiras. Os processos erosivos que se verificaram nesta gruta ao longo de milhares de anos actuaram de forma heterogénea esculpindo desde salas relativamente amplas a pequenos corredores através dos quais só é possível passar a rastejar.

Estas cavernas, de forma muito resumida, são formadas pela água ácida que atinge a zona freática e dissolve a rocha ao longo das fracturas e planos de estratificação originais. Após milhares de anos  as cavidades tornam-se em grandes galerias. Quando o nível freático rebaixa naturalmente devido à dissolução e aumento de permeabilidade de camadas inferiores estas galerias esvaziam-se.

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Contudo, a acção da água não termina após o esvaziamento das galerias e salões. O processo erosivo que se verificava pela acção da água dá lugar a um processo construtivo criando-se formações rochosas típicas das cavernas, entre as quais as mais conhecidas são as estalactites e as estalagmites. O Algar do Romão apresenta inúmeras formações deste tipo, umas já mais desenvolvidas do que outras, formando tectos lindíssimos.

Apesar da beleza que se encontra nestas grutas e da paz que emana destas formações imutáveis do ponto de vista da escala temporal humana, o respeito da maioria dos visitantes pela sua imponência é pequeno. O Algar do Romão, em virtude de se tratar de uma gruta de acesso relativamente fácil (uma descida de cerca de 4m permite ter acesso a este mundo subterrâneo) encontra-se extremamente vandalizado com o mais variado tipo de inscrições nas suas paredes, desde a típica assinatura do prevaricador com a respectiva data, até setas a marcar percursos, para além disso encontram-se os mais variados tipos de materiais utilizados para escrever desde a gravação na pedra com um objecto pontiagudo, à utilização do comum lápis de carvão e mesmo a utilização de tintas de grafites. Estes comportamentos são lamentáveis pois destroem em poucos minutos o que levou a ser formado durante milhares e milhares de anos e não tem recuperação possível.

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Apesar da espectacularidade deste mundo é preciso aprender a respeitá-lo, quer através da preservação da sua magia, quer pelos perigos que pode representar para os exploradores, nomeadamente quedas, picadas ou mordeduras, doenças, como a raiva que pode ser transmitida pelos morcegos, e envenenamentos causados por fungos.

A FARO 1540 agradece à Associação Geonauta nas pessoas do Ricardo, do Hugo e do Cristiano, a possibilidade que nos ofereceram de conhecer as maravilhas do subsolo algarvio e a paciência, boa disposição e ensinamentos que nos permitiram fazer uma expedição divertida e em segurança.

Mais informações e imagens no Boletim Informativo e no Álbum de Actividades.

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