FARO 1540

Associação de Defesa e Promoção do Património Ambiental e Cultural de Faro

JANTAR CONFERÊNCIA COM O DEPUTADO PAULO SÁ

A “FARO 1540” vai no próximo dia 19 de Maio (Sábado), pelas 20 horas, promover mais um jantar conferência. Desta feita, o orador convidado será o Prof. Doutor Paulo Sá, deputado do PCP pelo Algarve à Assembleia da República, que apresentará uma comunicação subordinada ao tema “Desenvolvimento Económico Regional e Desemprego” abordando também, neste contexto, a questão das portagens na Via do Infante, a que se seguirá um período de debate.

O Jantar decorrerá no restaurante “Pontinha” sito na Rua do Pé da Cruz em Faro. As inscrições, que serão aceites por ordem de chegada e limitadas à capacidade da sala devem ser feitas até ao dia 17 de Maio (5ª feira) para o e.mail da associação: <geral@faro1540.org>


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3º SEMINÁRIO DE REABILITAÇÃO URBANA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL – Inscrições para Apresentações

INSCRIÇÕES PARA APRESENTAÇÕES

no 3º Seminário de Reabilitação Urbana e Desenvolvimento Sustentável que vai decorrer em Faro dia 12 de Outubro (6ª feira) de 2012.

Destina-se a convidar investigadores, profissionais da área, doutorandos e mestrandos a apresentarem uma comunicação oral relevante numa das seguintes áreas temáticas no “3º Seminário de Reabilitação Urbana e Desenvolvimento Sustentável”, que deverá rondar os 30 minutos.

30 de Junho – Submissão do resumo da apresentação

14 de Julho – Comunicação da aceitação da apresentação

REGULAMENTO PARA SUBMISSÃO DE RESUMOS

1 – Os resumos a submeter deverão focar assuntos relevantes mediante as áreas temáticas aceites;

2 – Tanto o resumo, como a comunicação, deverão ser preparados em língua portuguesa;

3 – Os resumos deverão ter no máximo uma página e deverão ser acompanhados por uma breve nota biográfica do(s) autor(es);

4 – No resumo deverá constar a área temática escolhida, o título do artigo, nome do(s) autor(es) e contacto do autor com o qual deverá ser estabelecida toda a correspondência (e-mail, telefone e morada), assim como a instituição a que pertence, caso aplicável;

5 – Os resumos deverão ser enviados para o e-mail: eventos@faro1540.org

6 – Os resumos serão apreciados por um júri composto por três elementos a designar pela Comissão Organizadora do 3º Seminário de Reabilitação Urbana e Desenvolvimento Sustentável;

7 – O Júri, de acordo com a qualidade dos resumos enviados, poderá selecionar, ou não, as comunicações que julgar merecidas, até ao limite máximo de 6 comunicações. Em caso de igualdade vence o resumo primeiramente enviado;

8 – Da decisão do júri não haverá recurso;

9 – O Júri reserva o direito de decidir sobre qualquer questão não prevista e a incluir, em circunstâncias excepcionais, comunicações que não respeitem integralmente o presente Regulamento;

10 – Os autores das comunicações selecionadas terão entrada gratuita no 3º Seminário de Reabilitação Urbana e Desenvolvimento Sustentável.

11 – Em caso de dúvidas, os interessados podem até ao dia 22 de Junho solicitar os esclarecimentos que entenderem convenientes à organização do 3º RUDS para: eventos@faro1540.org

ÁREAS TEMÁTICAS

>Arquitectura Bioclimática e Construção Sustentável
>Mobilidade e Transportes Sustentáveis
>Reabilitação Urbana e Cidades Inteligentes
>Identidade e Marketing de Cidades
>Hortas Urbanas e Jardins Verticais
>Eficiência e Energias Alternativas
>Outras sugestões*

*os interessados poderão contactar a organização de forma a sugerirem uma apresentação que embora não esteja designada nas “Áreas Temáticas” considerem relacionada com o âmbito deste Seminário

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CONSIDERAÇÕES E SUGESTÕES para o Anteprojecto da ponte, acessos e estacionamento da Praia de Faro

No seguimento da sessão de apresentação pública do anteprojecto da ponte, acessos e estacionamento para a Praia de Faro, que decorreu no dia 12 de Abril de 2012 no Salão Nobre da Câmara Municipal de Faro, a FARO 1540 – Associação de Defesa e Promoção do Património Ambiental e Cultural de Faro, com o estatuto de ONGA junto da Agência Portuguesa de Ambiente e de ONG junto do IGESPAR apesar de não ter sido convidada a assistir à referida apresentação e não ter sido consultada ao longo de todo o processo da implementação dos projectos do POLIS LITORAL RIA FORMOSA, vem pelo presente documento emitir algumas considerações e sugestões em relação a este assunto.

A “FARO 1540” felicita o projecto que, pelo que teve a oportunidade de apreciar e analisar, é globalmente interessante, visualmente harmonioso e que seguramente será uma oportunidade única para reformular toda a utilização da Praia de Faro, que como todos nós sabemos tem uma utilização muito pouco sustentável e é uma das zonas de maior risco do litoral português. Neste sentido e atendendo ao estado de degradação da actual ponte, a “FARO 1540” faz votos para que este projecto tenha implementação efectiva com a maior brevidade possível.

Dos aspectos mais fortes deste projecto, identificámos a existência de estruturas que ao longo da estrada para a praia vão permitir maior circulação de água e maior oxigenação na extremidade poente da Ria Formosa e o incentivo ao uso da bicicleta, dos passeios a pé e do contacto e da interacção com a natureza contribuindo sem margem de dúvidas para o aumento da qualidade ambiental da Ria Formosa e da qualidade de vida da população farense e de todos aqueles que visitam e habitam a Praia de Faro.

Contudo, sobre esta matéria convém referir que apesar do passadiço ser adequado e garantir a devida segurança a ciclistas e peões, o mesmo não se passa na nova ponte a criar, onde a inexistência de uma barreira física de protecção coloca em risco a vida e a integridade física de centenas de cidadãos que vão usufruir desta infraestrutura para entrarem ou saírem da Praia de Faro.

Neste sentido, parece de todo importante existir uma barreira física de protecção e de segurança para os ciclistas e não uma mera faixa vermelha pintada no chão com a indicação de ciclovia (já nos basta o risquinho azul espalhado um pouco por todo o Algarve), porque simplesmente se pretende utilizar esta área (destinada a peões e ciclistas) numa eventual segunda faixa de rodagem em caso de emergências ou evacuações rápidas. Sobre esta matéria a “FARO 1540” pretende deixar claro que do seu ponto de vista, a segurança e a vida dos cidadãos não pode ser colocada em causa em momento algum.

Assim, já que o projecto vai contar com fundos comunitários que vão financiar este investimento em 70 ou 80%, a “FARO 1540” considera de todo oportuno aproveitar estes fundos para a construção de uma ponte com duas faixas de rodagem mais uma faixa para uso exclusivo dos peões e ciclistas que poderá assim ser dotada de equipamentos de segurança e protecção.

Com uma 2ª faixa de rodagem para automóveis, esta poderá estar permanentemente aberta ao público (ou não) resolvendo o problema de “escoamento” em cenários de emergência e para os picos de trânsito, que provocam caóticos e morosos engarrafamentos que “entopem” por completo a estrada para entrada e saída da Praia de Faro. Estes engarrafamentos ocorrem diariamente na época de Verão, e pontualmente, ao longo de todo o ano (fins-de-semana, Páscoa e alguns feriados).

Quanto à introdução de parquímetros nos lugares de estacionamento dentro da praia, se estes de facto vierem a ser implementados, a “FARO 1540lança o alerta para que os valores cobrados não sejam elevados, pois a Praia de Faro é uma estância balnear de uso frequente, isto é, utilizada quase todos os dias pelos farenses (durante o Verão) pelo que esta realidade terá forçosamente de ser bem equacionada nos valores a cobrar. Sugere-se ainda que estes valores, se forem cobrados, funcionem como uma “taxa ambiental” sendo investidos na defesa e na manutenção da qualidade ambiental e das condições oferecidas pela praia aos seus utentes.

Sobre esta matéria ainda é importante frisar que, actualmente, a política de transportes públicos para a Praia de Faro está pouco desenvolvida e os seus preços são pouco competitivos em relação ao automóvel gastando-se mais em transportes públicos (autocarro ou barco) do que se gasta na deslocação em viatura particular para percorrer os 12 km que separam a cidade de Faro da praia. Por isso, a “FARO 1540” considera que é fundamental repensar a política de transportes públicos para a Praia de Faro e criar melhores condições de acesso e esta estância balnear com a criação de várias paragens de autocarro ao longo da praia (pelo menos 3: na zona do restaurante Paquete, no Centro Náutico e outra na rotunda do “Zé Maria”) por forma a que os utentes da praia possam ser repartidos em toda a extensão da praia para evitar grandes caminhadas à “torreira” do Sol e minimizar as “bolsas” compactas numa pequena área de areal como acontece agora, sobretudo na entrada da praia.

Sobre o parque de estacionamento exterior à Praia de 925 lugares, capacidade semelhante à capacidade de parqueamento automóvel do Largo de São Francisco (cidade de Faro), a “FARO 1540” considera este valor algo excessivo sobretudo para um parque que terá utilidade somente no mês de Julho e no mês de Agosto, estando praticamente deserto nos restantes 10 meses do ano. Para combater este cenário de abandono e de forma a rentabilizar e a dinamizar esta área, a “FARO 1540” sugere uma redução na capacidade de parqueamento automóvel e que na área de estacionamento retirada seja construído um Parque de Autocaravanas, para cerca de 20 viaturas, com as infraestruturas de apoio adequadas a este tipo de equipamento.

Ainda neste parque de estacionamento, sugere-se que alguns lugares (dois a três) estejam integrados na rede de estacionamentos MOBI.E.

Faro, 23 de Abril de 2012

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CONFERÊNCIA CIDADES PELA RETOMA “IDENTIDADE E MARKETING DE CIDADES”

A FARO 1540 – Associação de Defesa e Promoção do Património Ambiental e Cultural de Faro, vai promover no dia 20 de Abril (6ª feira), por volta das 21h30, no Salão Nobre da Sociedade Recreativa Artística Farense mais uma edição das conferências “Cidades pela Retoma”, desta feita dedicado ao tema da Identidade e Marketing de Cidades. A entrada é livre!

António Rosa Mendes, investigador e professor universitário, Carlos Luís Figueira, Secretário-Geral da Sociedade de Gestão Urbana de Vila Real de Santo António, são os oradores convidados confirmados, a que se seguirá um período de debate onde se espera abordar temas como a construção de uma identidade e imagem de uma cidade, estratégias de marketing e de comunicação, a gestão territorial e a promoção e o desenvolvimento das cidades numa perspectiva de espaço urbano contemporâneo.

Recorde-se que esta iniciativa inserida no âmbito do Movimento Cívico “Cidades pela Retoma”, pretende desenvolver em Faro um fórum de debate que deverá mobilizar os cidadãos a participar num exercício de reflexão colectiva sobre o papel das cidades na actual fase de desenvolvimento do país, que vise identificar e avaliar os seus recursos com potencial para o desenvolvimento económico e social e ajudar a definir uma ‘agenda local para a retoma’.

O Movimento Cidades pela Retoma e o projecto Global City 2.0 continua a captar cada vez mais adeptos contando já com milhares de adesões, incluindo mais de 100 plataformas cívicas nacionais, cerca de 300 blogues de 15 países diferentes e 14 parceiros institucionais.

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ASSEMBLEIA-GERAL ORDINÁRIA

CONVOCATÓRIA

De acordo com o número 2 do artigo 5º dos Estatutos e de acordo com o número 2 do artigo 15º do Regulamento Interno da FARO 1540 – Associação de Defesa e Promoção do Património Ambiental e Cultural de Faro, convoco uma Assembleia-Geral Ordinária, a realizar-se no dia 27 de Março de 2012 (3ª feira), às 22 horas, no Salão da Sociedade Recreativa Artística Farense sito na Rua do Montepio, 10 em Faro, com a seguinte ordem de trabalhos:

Ponto Um - Atribuição da categoria de associado honorário;

Ponto Dois - Apreciação do relatório de contas e parecer do conselho fiscal relativo ao ano 2011;

Ponto Três – Outros assuntos.

O Presidente da Mesa da Assembleia-Geral

Fernando Leitão Correia

* Informa-se que de acordo com o número 5 do artigo 13º do Regulamento Interno, a Assembleia-Geral na ausência de quórum reunirá em 2ª convocatória no mesmo local ao fim de 30 minutos após a hora da 1ª convocatória, com qualquer número de associados.

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“FARO 1540″ ESTÁ NA LUA!

Não é brincadeira, estamos a falar muito a sério!

A “FARO 1540” nas comemorações do seu terceiro aniversário (12 de Março) decidiu presentear todos os seus associados.

Assim, adquiriu recentemente um lote de terreno na face visível do satélite natural da Terra, com uma área aproximada de 1 hectare, mais precisamente no Mar dos Vapores “Mare Vaporum”, conforme o registo digitalizado que se encontra três parágrafos abaixo. Ainda foi garantido por esta associação os direitos respeitantes ao sub-solo do terreno adquirido.

Assim, a “FARO 1540″ junta-se agora a personalidades como  Ronald Reagan, Jimmy Carter, George W. Bush, Roman Abramovich, Nicole Kidman, Clint Eastwood, Tom Cruise, John Travolta, entre outros, que também já tiveram a oportunidade de adquirir lotes de terreno na lua.

Apesar de ser chamado mar, os mares lunares não têm água. As designações “continentes” e “mares” não devem ser entendidas com o mesmo significado que têm na Terra. Os continentes são escarpados e constituídos por rochas mais claras (anortositos), essencialmente formados por feldspatos, que reflectem 18% da luz incidente proveniente do Sol.

Já os mares lunares não têm água, apresentam a sua superfície mais plana do que a dos continentes, fazendo lembrar a superfície livre de um líquido. São escuros, constituídos por basaltos, reflectindo apenas cerca de 6% a 7% da luz incidente. A formação dos mares, que são mais abundantes na face visível do que na face não visível (lado escuro), relaciona-se com os impactos meteoríticos. Apresentam, em geral, um maior número de crateras de impacto e ocupam a maior extensão da superfície lunar.

A partir de agora todos os associados da “FARO 1540″ quando olharem para o céu e contemplarem a lua podem dizer que são proprietários de um “bocadinho” do único satélite natural terrestre.

Reportagem da TSF sobre Terrenos Lunares

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CURSO: AMBIENTE & PATRIMÓNIO

A “FARO 1540” na qualidade de ONG (Organização Não Governamental) de Ambiente e de Património decidiu promover entre 12 de Março e 20 de Abril o seu 1º curso de Ambiente & Património procurando contribuir para a sensibilização e formação da sociedade civil nestas matérias.

Este curso está especialmente dirigido para todos aqueles que não tendo a sua formação base no “mundo” do ambiente e do património têm gosto e interesse em aprofundar os seus conhecimentos nestas áreas.

O curso terá 48 horas de duração, estando repartido em dois módulos: Ambiente e Património, ambos com o mesmo número de horas. Decorrerá em Faro (local a indicar posteriormente) em horário pós-laboral, 3 vezes por semana tendo cada sessão uma duração de 3 horas (19h00 – 22h00) e terá um custo de 120 €uros, sob a forma de donativo à “FARO 1540”, podendo o donativo ser faseado em duas metades de 65 €uros no inicio de cada módulo.

As inscrições estão limitadas a um máximo de 18 participantes (e a um mínimo de 13), sendo as inscrições aceites por ordem de chegada, sendo validadas após a confirmação do depósito do donativo.

Inscrições, informações e dúvidas contactar a “FARO 1540” pelo e.mail: eventos@faro1540.org

Módulo Ambiente: 24 horas
No módulo de Ambiente serão abordados os seguintes assuntos: Geologia Ambiental, Gestão do Litoral e do Mar, Ciclos Biogeoquímicos (e.g: Ciclo da Água, do Carbono, do Fósforo, do Azoto), Fenómenos Químicos Naturais (e.g: Eutrofização, Termoclina, Ozono), Poluição Atmosférica e Alterações Climáticas e Globais, Poluição Sonora, Resíduos e Efluentes, Ecologia e Conservação da Natureza, Recursos Hídricos, Qualidade de Vida, Cidades e Ordenamento do Território.

Módulo Património: 24 horas
No módulo de Património serão abordados os seguintes assuntos: O que é o Património Cultural?, Património Material e Imaterial, Património Arqueológico, Património Histórico, Património Arquitectónico, Património Artístico – pintura e escultura, Património originado pelas novas Artes, Património do Algarve.

Para proceder à sua inscrição e ter acesso a informação mais sintetizada, por favor clique na rubrica “Curso Ambiente & Património” existente na coluna direita desta página electrónica.

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Parecer “Exploração de Petróleo no Algarve”

PETRÓLEO NO ALGARVE: ESTUDO DE RISCO AMBIENTAL É ESSENCIAL

O Petróleo é indiscutivelmente um recurso de elevado valor económico e que, de acordo com a sociedade em que estamos inseridos, ainda é considerado um recurso indispensável, não só para a produção de energia como para um conjunto multi-variado de produtos originados na indústria transformadora.

Contudo, não é menos verdade que a concessão da prospecção e exploração de Petróleo e Gás Natural no Algarve está ainda envolta num grande mistério e num estranho silêncio, o que levou a “FARO 1540” na qualidade de Organização Não Governamental de Ambiente (ONGA) a pedir um conjunto de esclarecimentos junto do Secretário de Estado da Energia.

Não se compreende como é que num negócio desta envergadura, que implica um conjunto muito diverso de variáveis não só ao nível ambiental, mas também ao nível económico e social, não tenham sido auscultados autarcas, instituições regionais e sociedade civil. Nem tenha sido fomentado um debate esclarecedor sobre esta matéria de forma a poder ter-se tomado uma decisão ponderada, equilibrada e que defendesse os interesses da região algarvia.

Em vez disso, o que aconteceu foi a assinatura de contratos que garantem uma concessão que pode ir até aos 55 anos sem terem sido asseguradas contrapartidas concretas para a região. A este facto ainda se junta a ausência de um Estudo de Risco Ambiental e de Risco Económico que pudesse prever os valores dos danos ao nível do turismo, da pesca, da saúde pública e do ambiente que resultariam em caso de um acidente, ou de perturbações nos ecossistemas provenientes do funcionamento da actividade petrolífera.

Pode-se dizer que legalmente não é exigido um Estudo de Impacte Ambiental nesta fase (prospecção) e de facto assim é. Mas os estudos de risco poderiam e deveriam ter sido feitos (e ainda vão a tempo) pois também não é correcto, após 8 ou 10 anos de prospecções onde serão gastos milhares de euros, tempo e recursos, seja efectuado um Estudo de Impacte Ambiental que “chumbe” a fase de exploração, deitando praticamente para o lixo o trabalho de uma década e um investimento avultado por parte das companhias petrolíferas.

Ficou-se também a saber que afinal de contas há a séria possibilidade de se visualizar quer as plataformas petrolíferas, quer as bocas de queima das mesmas uma vez que há o risco destas estruturas serem implementadas somente a 8,5 km da costa o que degrada de forma bem vincada a paisagem natural costeira com as implicações directas que isso terá na imagem do Algarve como destino turístico de qualidade.

Também é importante esclarecer e desmontar, o mito que Portugal passaria a ter combustíveis mais baratos. É uma ilusão! Pois o que os contratos dizem claramente é que Portugal não tem preço preferencial, comprando o “seu” petróleo aos preços praticados no mercado internacional.

Assim, por um conjunto de contrapartidas absolutamente irrisórias onde, por exemplo, a renda de superfície estará compreendida entre os 15 € e os 240 € por km2 pode-se pôr em risco toda uma região, onde o sol, a areia branca e o mar límpido são as suas principais exportações e o grande motor da sua economia.

Com que critérios se vai a partir da agora inviabilizar, em prol do ordenamento do território, da defesa do ambiente e da protecção da biodiversidade, a construção de empreendimentos turísticos ou a expansão de perímetros urbanos de Vila do Bispo, Aljezur, Faro, Olhão ou VRSA quando a poucos kms à sua frente podem começar a existir estruturas que, em caso de acidente, em poucas horas podem provocar danos sobejamente superiores?

Por estes motivos torna-se de crucial importância realizar um estudo de risco ambiental e económico, sobre a actividade petrolífera no Algarve, de modo a dissipar dúvidas, mal-entendidos e garantir a salvaguarda dos bens ambientais e económicos desta região.

FARO 1540 – Faro, 16 de Fevereiro de 2012

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Página Electrónica do FARCUME

Depois do sucesso que foi, no Verão de 2011, a 1ª edição do FARCUME, a “FARO 1540” lança a 2ª edição deste festival de curtas.

Assim, no dia 11 de Fevereiro (sábado), por volta das 21h30 vai realizar a cerimónia de apresentação e lançamento oficial da página electrónica da 2ª edição do FARCUME: Festival de Curtas-Metragens de Faro, que para além do regulamento de participação e inscrições, tem rubricas com entrevistas, história da cidade de Faro, traillers das curtas e tudo o que se passou na edição anterior.

www.farcume.faro1540.org

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